Quando ele procurou a violeta, já havia morrido, assim como a lembrança que ela deixou e que ele ignorou. Lear ainda não compreendia que aquele e-mail era uma despedida.
Naquela mesma noite, Lear foi convidado para um evento da empresa de Rael. O encontro entre os dois foi inevitável e estranho.
Durante o discurso, Rael pediu que todos levantassem as taças e brindassem com quem estivesse ao lado. Ele segurou uma garrafa de whisky de sua preferência, um item valioso de sua adega, e ao lado, uma garrafa de vinho, cheia.
"Esta garrafa de whisky, agora vazia", Rael começou, "foi esvaziada há muitos anos atrás com alguém com quem partilhei um momento épico da minha vida. Mas essa pessoa não está mais aqui para brindar."
Sua voz embargou-se de lamento. "Eu tive a oportunidade de brindar novamente com ela, mas eu pensei demais. E agora, é tarde demais para dizer adeus. Hoje, não conseguirei dizer realmente o que queria dizer para ela, porque ela não vai ouvir."
"Comprei recentemente uma vinícola. Sinto-me culpado por não ter feito isso antes. Me desculpa, Antonella, e obrigada por tudo."
De longe, Lear ficou chocado e sem compreender. Procurou por Antonella na multidão, mas não a achou.
Ao descer do palco, Lear questionou Rael de forma conflituosa.
— Você realmente não sabe da Antonella? Rael respondeu, a voz fria.
— O que eu deveria saber?
— Vocês estão juntos? Como pode dizer isso? Você nunca mereceu ela! Você é um babaca arrogante que nem enxerga o que diz. Antonella morreu!
— Morreu? Como assim?
— Sim. Já tem sete meses! E você nem se deu conta dos fatos. Como eu fui cego, ela me pediu ajuda sem dizer, e eu fui tão insuficiente para ela. E você, um babaca, que estragou a vida dela. Eu nem pude me despedir por sua causa.
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