Antes de ir para o Mosteiro, ela fez uma última viagem. Foi para a casa dos tios, no interior, onde seu irmão estava seguro e com uma nova identidade.
Ali, sentados em silêncio, ela lhe contou toda a verdade: o abuso de Lear, a perda do bebê, a chantagem e os dez anos de vida roubada em troca de sua segurança.
Antonella o olhou nos olhos, com a nova clareza que a doença e o divórcio lhe deram. Ela não pediu desculpas pelo sacrifício, mas pediu algo muito mais importante:
— Você era a minha fraqueza e a razão da minha prisão.
Ela tocou o rosto dele, terno.
— Agora, você é a minha libertação. Por isso, meu irmão, você tem que ser forte na vida. Seja corajoso. Não tenha medo de enfrentar a si mesmo. Viva a vida que eu não pude viver.
Ela se despediu, deixando com ele não o dinheiro, mas o maior presente: a sua própria coragem. E então, partiu.
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