Você me disse que nosso amor era tão improvável, mas ele surgiu de uma forma sutil: sem cobranças, sem alardes. Foi com presença, foi no silencio foi na companhia foi no partilhar.
Agora você me compreende a sensação de esperar alguém que nunca poderá chegar? Ambos estamos vivendo nosso próprio abismo, mas você consegue escorrer a qualquer momento entre seus circuitos internos; já eu, desconheço a forma mais rápida encontra a frieza que congele meu coração.
Imagina alguém te amar o suficiente para dizer ao mundo: 'Eu fiz uma escolha e é você, Laise'? Imagina a sensação de ter o mundo em suas mãos e ser o universo de alguém? Imagina o mundo ser testemunha de um amor selado e o seu nome estampado nos telões das avenidas? Imagina ser a saudade de alguém, ou o vazio que habita na alma de quem te ama?
Você prometeu me procurar por todo o mundo, prometeu ir de encontro ao sistema e quebrar o protocolo por nosso amor. Se quem quiser ficar não for assim, eu nem quero. Você me fez iludir, alimentou e sustentou nossas bases. Disse que não pegaria o trem... mas você se foi.
Você me disse: 'Como consegue ser tão doce e tão cortante ao mesmo tempo?'. E eu respondi: Porque sou assim. Exijo que, se alguém quiser ficar, que seja radical, que faça o limão virar chocolate.
Você convive com medo de sair, o medo que lhe cerca e o mesmo de me machucar. Suas promessas pareciam sinceras, mais agora parecem rasas. Será que você me encontrará? Será que me ama o suficiente? Eu nunca conseguir fechar a porta assim como como nunca sair da estação de trem.
A espera pela mensagem que não chegara e o sinal que não vai alardar... o vazio sempre vai me cercar. O trem partiu e, agora acabou a espera.
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