Nada será fácil, nada será simples. Sinto que não consigo estabelecer uma conexão real com o mundo ou com as pessoas; meu corpo, meu eu e minha alma exigem muito mais do que eu mesma consigo mensurar. Me sinto sufocada. Me sinto vazia.
Há uma imparcialidade em mim diante da vida, uma falta de paciência que me impede de lidar com o que chamam de "real". Vou seguindo conforme o tempo, às vezes na direção do vento, mas há dias em que me canso de mim mesma. Há dias em que o fim parece ser a única paisagem que desejo contemplar.
Ando no limite. A vida insiste em me trazer pessoas perdidas no tempo, e eu juro que tento me encaixar, mas meu corpo cansa da falta de sintonia. Cansa do oco.
Mais uma vez, sigo meus instintos. Mesmo que o mundo diga que estou errada, sinto que finalmente acertei ao dar um basta em toda situação chata. Era insustentável viver sob o peso das mentiras alheias. O que passou, deixo para trás. Dou passos adiante porque hoje me sinto liberta.
Sou feita de fases, como a Lua. Eu vivo e me alimento daquilo que me preenche; e se nada recebo, volto imediatamente ao encontro do meu eu.
Meu coração ainda é dominado pela raiva e pela impulsividade. É por isso que não permito mais que qualquer um entre na minha vida: muitos não têm nada a oferecer além de um saco vazio. Sugam minha paz, drenam minha energia.
Se a vida brinca comigo, eu mudo as regras. Se para ser feliz eu preciso ser "ruim" aos olhos dos outros, que assim seja. Protegerei meu território. Minha felicidade não será mais o banquete de quem só sabe consumir.
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