Quatro anos se passaram desde então, e o que você fez durante todo esse tempo? Esta é uma pergunta tão complexa quanto lúcida.
Você sobreviveu a combates e lutou como pôde, sem medo. A vida foi dura e, ao mesmo tempo, leve. Você sempre soube que nada seria fácil; suas conquistas sempre vieram acompanhadas de sobrecargas, mas você segue caminhando sobre os cacos de vidro, seja sorrindo ou chorando.
Olhando para trás, já parou para pensar em quantas vezes chorou trancada no banheiro do trabalho ou em seu quarto? Já perdeu as contas, não é? Mas vamos lá: já conseguiu pensar em quantas vezes sorriu e ajudou sem querer nada em troca? Quantas vezes disse a palavra certa sem pensar, ou confortou alguém apenas com o silêncio?
Pense em tudo. Mas lembre-se: tudo é sempre fase. Pensou em desistir quantas vezes ao longo da vida, ou nestes últimos quatro anos? No entanto, de onde vem a força que te guia, que te guarda, que te protege e te socorre?
Um dia, talvez você desperte e tente se recordar de como foi difícil, mas você superou. 2025 foi um ano de altos e baixos, de muitas notícias ruins e outras boas; suas conquistas foram carregadas de mérito. Mas hoje é 2026, e você se pergunta: onde estou? Será que parei no tempo ou foi a vida que me trapaceou?
Hoje me despertou a vontade de rebobinar até 2021 e encontrar algo que deixei lá. Talvez eu já seja rica — não de dinheiro, mas de talento. Que não me falte isso.
Talvez eu não encontre um amor convencional, mas viva o meu amor absoluto na minha solitude. Talvez eu seja mãe, mas gere frutos de outras maneiras. Que eu seja como uma semente sobre o chão: que cresça e deixe outros brotarem em estações como eu. Talvez eu seja como a lua, vivendo sua beleza em fases, ou como o sol, que é o rei do seu próprio universo.
Que eu seja eu, e que eu apenas tente seguir... mesmo sem sonhar alto demais.
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