Rael passou a beber constantemente, tentando esquecer um passado que o perseguia. Lear teve um acidente de carro e ainda se recuperava, após dirigir embriagado — mais uma consequência de seu descontrole. Os dois evitavam estar no mesmo lugar, pois a presença um do outro era sempre uma situação conflituosa.
Mas, no fundo, eles superariam.
A carta deixada por Antonella era relida como o coro de uma canção. Passavam-se horas, dias, meses e, aos poucos, as lembranças do caos iam se apagando, e as vidas seguiam seu ciclo.
As garrafas vazias eram apenas lembranças. E a planta de violeta floria — a última vontade de Antonella havia sido cumprida.
Naquela primavera, um brinde. Um brinde a você, Antonella, que amou sem medidas cada segundo.
Um brinde a você, Antonella, de seu querido irmão.
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