Antonella viveu seus dias no Mosteiro de Realenza cumprindo missões diárias. Abandonou todo o seu passado, não deixou rastros, vivendo uma vida tranquila e humilde. Ela resistiu à doença por mais um ano e meio.
Mas foi na primavera do ano seguinte que ela se entregou. Seu irmão foi avisado de sua morte precoce. O desejo de Antonella era ser enterrada no alto do monte, à sombra de uma árvore. Tudo estava pronto, e foi feito conforme ela pediu.
A Missão do Irmão: Após o enterro, o irmão, ainda desolado, retornou à cidade com os documentos dela. Depois de sair do cartório, uma chuva começou a cair. Pegou um táxi e foi ao escritório do Doutor Eduardo (o advogado). Entregou os papéis, chorou, desabafou, e retornou à casa dos tios. Agora, ele era um rapaz que precisava caminhar solo.
O Desejo Final: O Doutor Eduardo, sem saber por onde começar, cumpriu o último desejo de Antonella: devolveu todos os bens e valores deixados para a família Sartori. Antonella não queria nada.
Enquanto isso, Lear havia se tornado pai recentemente; todos da família curtiam esse momento. Rael expandia seus negócios. A vida seguia sua fachada.
A Verdade para Rael: Na missa de um mês de morte de Antonella, o irmão e o Doutor Eduardo estavam na igreja. Foi então que avistaram um homem rezando, e era Rael. Ele se aproximou. Eduardo se retirou, deixando Rael com o irmão.
Alguns dias depois, o Doutor Eduardo recebeu a ligação do advogado da família Sartori, pedindo explicações sobre o valor depositado. Eduardo informou que o valor não pertencia ao escritório; era um desejo da sua cliente, já que o irmão não era o seu herdeiro.
Rael chegou ao escritório naquele momento. Entrou na sala e a curiosidade era palpável. Foi direto ao assunto: "Como ela está? Antonella? Ela agora está bem?"
Eduardo respondeu: "Ela está segura, Rael. Longe de tudo que a sufocava. Sinto muito que ela não desfrutou tanto como desejava."
"Como assim, Eduardo? Por que ela morreu! Ontem fez um mês."
Rael se levantou, desnorteado, questionando: "Me fala a verdade! Onde ela está? Isso é uma espécie de brincadeira dela?"
"Não, Rael. Você acredita que eu brincaria com isto? Que tipo de pessoa eu seria?"
A Revelação para Lear: O telefone do Eduardo tocou; era Lear, questionando o depósito. Eduardo pediu que Lear olhasse o e-mail e aceitasse sem questionamentos. Não demorou para Lear ir atrás de Eduardo.
"Eu resolvi seguir minha vida, e depois de tanto tempo ela volta para tirar minha paz! Já dei o divórcio, o que ela quer? Chamar atenção?"
Eduardo o encarou: "Sua atenção, Lear? Você quer me fazer rir? Peça a Antonella para lhe deixar em paz!"
"Mas ela já deixou faz um tempo. Não se preocupe. Ela só devolveu o que lhe pertencia. Agora saia!"
O e-mail não lido e uma resposta incompleta. Lear só foi ler o e-mail no dia Cinco de Maio, a data da morte do seu primeiro filho com Antonella. Lá, ela fez um único pedido:
"Não deixe a violeta morrer. Ela floresceu quando meu bebê morreu."
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