Não foi daqueles encontros inesperados; foi tão comum. No primeiro momento, a presença não foi notada, nenhum impacto aconteceu, os olhares não se cruzaram nem química surgiu. Fomos passageiros comuns de um caminho singular.
Estávamos em lugares tão comuns, nada programado nem percebido por ambos. Mas, olhando para trás, rimos de um jogo natural da vida: como estávamos tão focados em nossos mundos que nem olhávamos à nossa volta? Quantas vezes nos esbarramos em lugares que frequentávamos em comum? Mas foi em um dia aleatório, em um convite bem desprovido de intenções, que nos conhecemos.
Em uma festa de formatura, comemorávamos com muita celebração a conquista tão sonhada de alguém que almejou aquele projeto. Nossa querida amiga Michele vibrava sorridente seu tão sonhado diploma de Medicina, e todos nós que conhecíamos seus dias de dedicação víamos que o processo foi feito não só de sorrisos, mas de muitas lutas. Entre gritos e aplausos, o mundo paralisou de felicidade.
Depois da colação, fomos à festa. Eu estava acompanhada de amigos próximos e dividimos o mesmo carro. Posso declarar: era um lugar extremamente bem preparado para receber a estrela da noite. Entre seus familiares, amigos de infância e colegas de curso, havia muitas pessoas à minha volta, sorrisos e conversas soltas. Cumprimentamos alguns conhecidos e ficamos ali na mesa, abordando assuntos e desfrutando daquela festa.
Não nos percebemos entre aquela multidão — e como íamos nos encontrar entre tantas pessoas naquela noite? A festa foi maravilhosa: teve brincadeiras, dança, um buffet delicioso e muitos drinks. Mas foi por volta da 01:00 que decidimos nos despedir da Michele e de seus pais. Enquanto estávamos saindo do estacionamento, avistamos pessoas chegando.
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