domingo, 18 de outubro de 2026

O RUIVO - PARTE 7

 

Naquela mesma noite, eu já dormia por volta das 00:11 quando ouvi batidas na porta. Olhei no olho mágico, vi o ruivo e pensei: "Está louco!". Voltei para a cama. Foi então que a campainha tocou várias vezes. Olhei novamente e abri a porta, bem tensa. Ele me olhou e, sem pensar duas vezes, me tascou um beijo de tirar o fôlego. Aquele rapaz de 1,87 m me tascou um beijo que me tirou do chão e me roubou o ar. Depois se desprendeu de mim e desceu as escadas.

Fiquei perdida, sem saber o que realmente pensar. Não consegui pregar o olho. Esperei por ele na empresa, mas ele não foi, e eu nem poderia perguntar a ninguém por ele. Deixei aquilo como uma alucinação.

Mas, naquela tarde, meu telefone tocou e era ele: queria me encontrar no jantar na casa de seus pais. Como assim? Eu já estaria lá de qualquer forma...

Ele deu seu jeito de se camuflar na multidão naquela festa. Arrastou-me para o escritório e me beijou. Parece que eu queria, eu esperava, mas não podia... Parece que meu corpo chamava o dele, tínhamos uma química extraordinária. Uma chama tocava nós dois; cada toque era suspirar com saudade e com sede de querer permanecer ali. Do lado de fora, ouvia alguém me chamar e ele não me soltava de seus braços: uma mão na cintura e a outra nos meus cabelos, pedindo-me para ficar em silêncio.

Eu estava ficando louca. Quando caí na real, soltei-me dele — o filho do patrão e ainda mais jovem do que eu. Voltei a mim, respirei fundo e saí da sala. Mas foi difícil fugir dele. Todos os encontros tinham um beijo roubado e não dava mais para fugirmos: deixei-me levar.

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