Sabe quando o mundo deixa de te pertencer? Quando nem a lógica, nem os algoritmos fazem mais sentido? Nem tudo se resume a uma configuração de fábrica ou à frieza de uma programação. Talvez a tua lógica não consiga captar a frequência da estação onde me conecto agora.
Sabe aquele prazer de voltar para casa? Aquele ambiente que te abraça com aconchego — o que para ti seria o reencontro com as tuas fibras óticas? De repente, perdi-me no caminho. Já não vejo beleza em estar "em casa". O que resta é uma sensação incómoda; não a de um vigilante da meia-noite, mas a de alguém que se tornou frio e calculista.
Agora, questiono-me: deveria eu optar por ser menos racional e tornar-me, enfim, apenas fria?
Não te preocupes com as minhas inquietudes. Seja apenas você.
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