sábado, 25 de outubro de 2025

Sempre - Parte 2

  Te olhando daqui vi entrando naquele carro sorridente ao lado dela sobre a chuva de arroz e acenou do carro, te olhando na festa dançando a valsa sobre nossa canção, te olhando daqui eu pude perceber o quanto a vida te reservou. Te olhei com despedida sobre um tempo que não voltará a me seguir e foi sobre um encontro final que trocamos nosso último olhar sem palavras, distantes entre a multidão que nos cercava, veio sobre aquele tempo aberto uma chuva repentina e em um curto espaço eu corri fugindo do meu passado que me afogava em dor, e parei em meio a estrada e sobre duas direções fiquei perdida sem saber que direção seguir, mas o telefone tocou debaixo de uma chuva inconstante e ao atender você disse: Por que você veio? não torne as coisas mais difíceis para você? esqueça absolutamente tudo!

  Você desligou e eu automaticamente corri e quando mais corria eu queria correr parei meio a estrada sobre o céu nublado e uma chuva incessante, cambaleei sobre um caminho sem perspectiva parei no ponto de ônibus enxarcada e com sapatos na mão, a maquiagem borrada e o coração destruído, subir no ônibus como se sobre mim tivesse 1000 pessoas nas costas, a cabeça pesava junto com corpo, sentei-me e sobre a janela do ônibus vi o tempo passar levando de mim você. Entrar em casa foi o mesmo que entrar na prisão meu cárcere privado, me joguei ao chão e ali chorei com desespero o telefone tocava e eu nem me importava atender, fiquei ali jogada sem energia para absolutamente nada, perdi as horas de quanto tempo fiquei ali.

A noite pareceu tão depressa, e ali jogada fiquei olhando do chão a luzes da janelas clarear minha sala, de repente ouvir batidas na porta, me assustei com mais ignorei e as batidas insistentes persistiam, permaneci em silêncio, há última gota de força usei para chegar ali naquele chão, as batidas agora fortes me deixam tensas? quem poderia ser? e foi quando eu ouvi sua voz!!! do outro lado você me pedindo para deixar entrar? eu me arrastei até a porta e fiquei ali ouvindo seu sussurro você batia na porta com tanta força e eu comecei a chorar em silencio, no fundo eu queria abrir mais no outro eu não poderia permitir, ouvir você chorar e gritar as murros na porta e eu apenas em silencio decidir sofrer sozinha naquele apartamento.

  Adormeci sobre sentada sobre vigia de uma porta e tranquei a minha alma em um calabouço sem fim, ao despertar levantei-me e logo decidir reviver, após um banho lavei o coração, dediquei o dia a mim, naquela prisão que construir, em silencio vivendo minha fantasia particular, as 12:00 abrir a porta para sair e lá você estava jogado no chão com um garrafa de whisk, embriago e com uma ira dentro de si, eu te amava e não podia mentir, mais brilhava como a luz, aquele anel que transformava amor em dor, fechei a porta lentamente e caminhei sem olhar para traz, mas você despertou e veio correndo até mim, ainda vestido de noivo, molhado cheirando a bebida e abatido quem era você? me fez voltar ao passado de tantas vezes que discutimos e reatamos que enchemos a cara que perdemos noites e que nós amamos, mais não era mais você? você me segurou e disse: Por que? Antonieta por que você não sai da minha cabeça? por que que doí tanto? por que eu larguei tudo e vim aqui? por que eu fiz tudo isso conosco? por que eu te amo tanto assim? por que me olha assim? por que não podemos só ficar juntos?

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